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Madalena
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Personagem nobre que representa a
mulher romântica: dominada por sentimentos exacerbados (amor-paixão).
Traços que a caracterizam:
•
a
vulnerabilidade/ fragilidade;
•
a angústia/o
medo (possível regresso do seu primeiro marido/insegurança do seu segundo
casamento);
•
a inquietação/preocupação
(saúde da filha);
•
o remorso (amou
Manuel ainda casada com D. João);
•
a superstição;
•
a paixão.
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Manuel de Sousa Coutinho
|
Personagem nobre (cavaleiro de Malta) que representa o escritor
romântico.
Traços que o caracterizam:
•
o
desprendimento em relação aos bens materiais;
•
o forte
sentimento religioso;
•
a força de
caráter;
•
o comportamento
racional (embora se deixe dominar pelos sentimentos face à situação da filha);
•
a inquietação
(saúde da filha);
•
o remorso
(situação irregular de Maria);
•
a determinação;
•
o patriotismo;
•
a honra;
•
a coragem.
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Maria
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Personagem nobre que revela um comportamento simultaneamente de adulto e de
criança.
Traços que a caracterizam:
•
a ternura/meiguice;
•
a perspicácia/intuição;
•
a inteligência;
•
a curiosidade;
•
a cultura (gosto
da leitura);
•
a fantasia;
•
o patriotismo (anseia
pelo regresso de D. Sebastião e pela libertação de Portugal do jugo de
Castela);
•
a fragilidade;
•
a doença
(tuberculose).
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O Romeiro
|
Personagem nobre que representa o
passado.
Traços que o caracterizam:
•
o patriotismo;
•
a severidade/inflexibilidade;
•
o
arrependimento;
•
a infelicidade;
•
a solidão;
•
o amor (D.
Madalena)
•
a honra.
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Telmo
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Velho aio da família que se mostra dividido entre o passado e o presente.
Tem um papel semelhante ao do coro das tragédias clássicas.
Traços que o caracterizam:
•
a fidelidade;
•
a humildade;
•
a honra e o
dever;
•
a dedicação a
Maria;
•
o
sebastianismo;
•
o conflito
interior.
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Frei Jorge
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Frade da Ordem dos Dominicanos, irmão de Manuel. Tem um papel semelhante ao do coro das tragédias clássicas.
Traços que o caracterizam:
•
o equilíbrio;
•
a prudência;
•
a crença em
Deus;
•
o bom senso,
•
o confidente/conselheiro.
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domingo, 6 de janeiro de 2019
Recorte das personagens principais
O Sebastianismo: história e ficção
O que é o Sebastianismo?
Crença nacional no regresso de D. Sebastião,
desaparecido na batalha de Alcácer Quibir em 1578, para devolver a
independência e a liberdade a Portugal, bem como a honra e a glória do passado.
Em
Frei Luís de Sousa, o Sebastianismo está presente:
·
nas
falas de Telmo;
·
nas
esperanças de Maria;
·
nos receios de D. Madalena;
·
no
regresso do Romeiro (associação negativa, uma vez que provoca a destruição da
harmonia familiar e mesmo a morte de Maria): D. João de Portugal aparece como um antimito.
Nesta obra, estão presentes algumas
figuras históricas, no entanto o seu desempenho é essencialmente ficcionado.
A dimensão patriótica e a sua expressão simbólica
Frei Luís de Sousa integra a ação durante o domínio
filipino, no início do século XVII (1599), vinte e um anos após a Batalha de
Alcácer-Quibir (4 de agosto 1578), que provocou o desaparecimento do rei D. Sebastião.
Para
impedir os governadores de Castela de se instalarem na sua casa, Manuel de
Sousa Coutinho lança-lhe fogo. Este gesto patriótico simboliza a defesa da
liberdade e da identidade de Portugal, a construção de um Portugal novo. Maria acompanha o pai nesse sentimento patriótico, com entusiasmo juvenil.
![]() |
| Batalha de Alcácer-Quibir |
Paralelo entre a situação de
Portugal no tempo da ação e no tempo da escrita.
} Domínio filipino: perda de independência,
falta de identidade (1580-1640)
Nas duas épocas predominam o pessimismo,
o desencanto, a frustração.
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